armentano

História da corrida que você desconhece

Dr. Amadeu Armentanto

Prezado(a) corredor(a),

 

Hoje resgate, resgate de parte "Heróica" da corrida, tanto de rua, quanto de pista.

No início dos anos 50, em nosso Estado, mais precisamente em cidades da chamada Alta Paulista, como Pacaembú, Flórida Paulista,  Dracena, Adamantina, Junqueirópolis e tantas outras, as provas de pista e rua já aconteciam, com regularidade nem pensada na cidade de São Paulo.

O interior estava na frente, e como estava na frente.

Provas de 5 Km e 10 Km em rua eram comuns, constantes e muito apreciadas.

Imaginem, em 1950, na cidade de São Paulo, além da São Silvestre, que sempre foi e é "A Prova", criação de Casper Líbero, o que tínhamos eram provas de Bairros, com repercussão limitada aos mesmos.

Na Alta Paulista, já não era assim. As corridas eram eventos esperados, com atletas em número de 50 a 100, o que, para a época, era muito bom.

Todos uniformizados, provas organizadas com esmero e com o melhor que a técnica do início dos "Dourados Anos" permitia.

O melhor corredor da época ,na região, era Takeshi Matsuda, que destacava-se, pasmem, nos 800,1.600,3.000,5.000 e 10.000 metros, provas disputadas tanto em pista quanto em rua.

O outro melhor corredor da época, na região, Kazuo Aizawa, fomos encontrar na Cidade de Ouro Verde, região de Dracena, contando com pouco mais de 7.000 habitantes, em sua bonita propriedade, "Sítio Aizawa", no bairro Maracanã.

Entre plantações, conversamos e como conversamos, ouvindo com atenção, a emoção do Sr.Kazuo Aizawa relembrando fatos, datas, lugares.

Proprietário rural dedicado, mas antes de tudo, corredor.

Uma vez corredor, sempre corredor.

Contando façanhas da época sobre equipes de atletismo, da particular e tradicional rivalidade com o amigo Takeshi, da Cooperativa CAMDA, revive, como se fosse levantar, já pronto para largar mais uma vez.

Corrida no sangue, corrida na vida, exemplo de vida calcada em valores que só o esporte dá.

Saudável vida, desde uma época em que muito mais que hoje, o esporte era visto como coisa de somenos importância.

Histórias como a do corredor Kazuo Aizawa, são raras, e as que conseguirmos resgatar, devemos preservar como NOSSO TESOURO.

Abraços

Armentano